Imagem: Warner
Todo o mundo se descabelando por causa da nulidade da reforma ortográfica da vez. Até Rita Lee disse que numa das primeiras, quando passou a valer "farmácia", o pai dela radicalizou e manteve o "pharmacia". Isso me fez pensar sobre o que vale a pena lutar.
Mas a verdade é que andamos perdendo o foco da coisa. Alguém já reparou no novo Word? Ele está enlouquecido por causa dessas mudanças. Num estilo que faz lembrar o Macartismo com a caça aos comunistas, ele corrige automaticamente a escrita - embora, de vez em quando, eu, como membro legítimo da Resistência, corrija-o de volta -, mas agora ele deu pra "sugerir" mudanças em palavras. Não é mais só "vírgula" e "excesso de espaço" - talvez excesso de encheção -.
Se digito "xingar", ele sugere "falar mal". Se a palavra for "transa", lá vem uma "relação amorosa".
O que será de nós, escritores?
Porque bem pior do que uma reforma ortográfica desnecessária, é um Word tentando ser politicamente correto...




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