E eis que me deparo com a cena patética e muda - a TV tava sem som e sem closed caption, o que não fez a mínima diferença - do paredão da vez: as mulheres indicadas com seus micro-vestidos, sentadas lado a lado, muito sérias, enquanto o único homem emparedado tinha as mãos apertadas por outros dois caras, que abanavam a cabeça e sofriam pelo companheiro.
Depois do resultado, uma das mulheres se jogou de joelhos no chão, provavelmente agradecida por ter ficado. O eliminado se atracou com uma morena e depois se agarrou com um dos "amigos" que segurara carinhosamente sua mão e, não parava mais de chorar.
Albert Einstein uma vez disse "Época triste a nossa em que é mais difícil quebrar um preconceito do que um átomo".
Uma vez que também sofrem preconceito, eu diria época triste a nossa em que a literatura, a cultura, a inteligência e principalmente a bondade, perdem para esses "heróis" de reality show.
Imagem: google




4 comentários:
AMEI seu Blog. Cheguei até ele porque também sou escritora e lancei meu primeiro livro em dezembro. Estou descobrindo o universo literário...Fiquei fã! Voltarei sempre.
beijos
Eliane
"Heróis" de rality show... Nossa, vc continua dura com suas opiniões, hein?!
O pior é que é justamente por isso que eu sigo seu blog.
Depois de publicar meu conto no www.ascronicasnoturnas.blogspot.com, agora montei um blog de variedades.
Ficaria muito feliz se visse seu comentário lá também! É só acessar www.temalgumacoisaerrada.blogspot.com
Abraços.
ps: adorei cisne negro, do post anterior. Mas isso já é história pra outro coment....hehehe
Oi, Eliane!
Seja bem vinda.
Conheço seu livro, seu editor e por aí vai.
Parabéns, sucesso e volte sempre.
Um beijo, querida!
"Noite em Claro",
conheço o seu blog de variedades. O dos contos é que estou vendo agora. Já te escrevo lá.
Ah... mas você acha que sou tão dura assim? Pode comentar sem medo, rs.
Um beijo!
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