Ótima fala do governador do estado, Sérgio Cabral, sobre o "online" não poder ser maior do que as investigações, embora eu seja a favor da exclusão, de uma vez por todas, da comparação destes e outros atos TÃO humanos, com os animais: eles não fazem essas coisas!
Mas sem dúvida que hoje é um dia muito estranho...
- Tiroteio numa escola do Rio de Janeiro;
- Depois da tragédia em Realengo, uma bomba caseira é jogada em outra escola do Rio;
- Mendigo é queimado na rua, em São Paulo;
- Homem é preso ao transportar maconha em imagens religiosas, em Pernambuco.
Enquanto apresentadoras dos telejornais globais dão ataque no ar, defende-se o direito do atirador de manter seus dados de saúde em sigilo mesmo após sua morte e, se discute se "psicopata" é o termo correto para descrever o cidadão, fica a pergunta: o que é que nós não estamos fazendo?
Imagem: Exame




4 comentários:
excelente texto. e pergunta idem: o que é que nós não estamos fazendo?
lamentável.
Oi, Alê! =)
E agora se você quiser ver alguma coisa diferente, só alugando um filme, porque mudar de canal não adianta.
Vai começar a pressa pra mudar a lei, instalar a pena de morte - que já está na boca do povo - etc., como sempre acontece nessas ocasiões.
Além da incapacidade de ficar no vácuo que gerará mais teorias insanas, abuso de poder, alienação de direito, depoimentos duvidosos e um corpo que ninguém tem coragem de reclamar.
Sei que, como disse o Diário de Pernambuco, foram 12 mortos e 190 milhões de feridos, mas a pergunta permanece: o que é que nós não estamos fazendo?
Beijo, querida!
Engraçado. É nessas horas que a morbidez do meu senso de humor me parece mais deslocada e estranhamente justificada.
Talvez seja só pelo gosto de ser do contra, mas eu simplesmente não consigo ficar tão chocado com o acontecido.
Claro. TODOS os meus sentimentos pras familias. Não consigo nem começar a imaginar como deve ser ver a escola em que você achava que seu filho(a) está seguro e de repente PÁ! Datena na cara!
Mas sei lá. Eu acredito que a os seres humanos são forças da natureza tão terriveis e assustadoras quanto furacões e terremotos (e tsunamis, por sinal). Não dá pra evitar. Não dá pra prever direito. Uma hora uma cadeia de acontecimentos leva a um desastre e o máximo que dá pra fazer é torcer pra não estar perto.
Assim como aconteceu nessa escola, um cara chapado com alguma rixa com alguém que eu não conheço pode entrar na lan house em que eu estou e atirar para todo lado.
Ele pode ter algo em especial com caras de cabelo grande, sei lá.
Eu vou levar uma bala na nuca e nem vou saber o porquê.
Enfim. =/
Olá!
Ser humano é imprevisível, mesmo; e isso se aplica até no que ele deveria fazer. Entendo sua colocação, mas a questão é que estamos deixando de fazer o básico, o obrigatório, que é se importar e notar realmente o outro.
Fica essa tenativa de explicar o ocorrido depois, colocando falas e pensamentos em quem não pode mais refutar qualquer coisa. Falam que importamos um "american way of life", mas nunca importamos bons exemplos. O cara ter sofrido bullying ou o que quer que o valha, dá, no máximo, a capa da Veja; ninguém vai dizer que este ambiente, o escolar, por si só já não era seguro.
Porque no final o que se quer é um bode expiatório. E isso é sempre muito mais fácil de se arranjar...
Obrigada pelos comentários. Apareça!
Um beijo!
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